20.9.15

Capítulo Trinta e Dois




— Joe? — A voz de Nick soava abafada. — Ouviu alguma coisa do que eu disse?
Não, foi mal, estava olhando aquelas pernas. Um par de pernas, para ser exato, que pertencia a uma linda morena de belos olhos azuis e um sorriso eletrizante, desses que poderiam matar um homem.
— Claro, despedida de solteiro. Estou dentro.
— Nada de strippers. — Isso veio de Selena.
Joe assentiu em concordância, ainda mantendo os olhos nas pernas de Demi, que, a alguns metros dos dois, conversava com a mãe de Joe.
Nick estalou os dedos na frente do rosto do irmão.
— Recomponha-se, homem. Se não tomar cuidado, vai começar a babar.
Tarde demais.
— Foi mal, estou distraído. — Ele pigarreou e se virou para olhar para Nick e Selena. O irmão parecia irritado. Selena, preocupada. Ah, que ótimo. Ia ouvir aquela conversa outra vez. Para poupar tempo, adiantou-se: — Selena, estou bem. Foi uma noite difícil, com péssimas escolhas. Estou melhor, e estou bebendo água, não álcool. Sério, você não é a minha mãe. — Aquilo soou mais duro do que ele tinha planejado, tanto que Nick deu um passo à frente. Mas Selena deteve o noivo com um gesto.
Então seus olhos seguiram o olhar de Joe, que encarava Demi mais uma vez. Resmungando, ela entregou a bebida ao noivo e, agarrando a orelha de Joe, puxou-o para fora da casa.
— Ai! Que isso, Selena!
— Você dormiu com ela!
— Quê? Quem?
— Demi!
— Sim! — Os olhos dela se arregalaram, ficando com o dobro do tamanho normal. — Não, quer dizer, foi há muito tempo.
Mas que merda! Ele estava suando.
Selena soltou sua orelha e cruzou os braços.
— Faz quanto tempo?
— Um ano, mais ou menos. — Ele olhou para o chão.
— Foi um erro.
— Você! — Selena pôs o dedo no peito de Joe com força, quando ele tentou fazer com que ela falasse mais baixo. — Você foi o cara com quem ela passou a noite antes da história do vídeo no YouTube!
— Sim, fui eu. Sou culpado. — E em mais de um aspecto.
Com um olhar de reprovação, Selena sacudiu a cabeça.
— Eu devia ter imaginado. Todos os sinais indicavam um Jonas.
— Sinais?
— Sim: a bebedeira, a libertinagem, a irresponsabilidade, a TV...
Joe ergueu as mãos como se para pedir que ela parasse.
— Está bem, já entendi. Mas eu não fiz mais nada desde aquele dia, e você sabe disso.
Maldita fosse, por tê-lo pegado no flagra! Quando Joe ficara bêbado na sua festa de noivado, Selena disse que ele precisava tomar jeito, ou acabaria morrendo na cama de uma prostituta. E ela estava falando sério. Ele tentava fazer a coisa certa. Mas parecia que, sempre que tentava, o resultado era desastroso. Era tão mais fácil tomar o outro caminho, agir de acordo com as expectativas alheias, o que significava ser irresponsável e despreocupado. Quando tentou ser sério e responsável, as pessoas perguntaram se ele estava bêbado. Essa situação era vergonhosa e despertava nele a vontade de se encolher, de se afastar e voltar aos velhos hábitos.
— Você está com aquela cara — disse Selena, interrompendo seus pensamentos deprimentes.
— Cara? Que cara? — Joe tentou mudar a expressão, mas falhou miseravelmente quando Demi passou pela janela.
— Aquela cara! — Selena cutucou outra vez seu peito.
— Está se apaixonando por ela!
— Não estou, não!
— Está, sim!
Joe esfregou o rosto com uma das mãos e soltou um palavrão.
— Será que você pode agir como adulta?
— Disse o cara que dormiu com duas gêmeas bêbadas ontem à noite.
— Não dormi — admitiu Joe, tossindo. — Não consegui... quer dizer... não queria, e não dormi.
— Não conseguiu ou não queria?
Joe sentiu o rosto corar.
— Os dois. — Droga, talvez ele estivesse mesmo precisando de Viagra! Que pensamento deprimente! Quantos anos tinha, 23?
— Se você a fizer sofrer... — Selena apertou mais o dedo em seu peito — ... corto fora seu...
— Está na hora do jantar! — anunciou vovó, abrindo a porta para a varanda.
Selena se virou e respondeu:
— Estamos indo, vovó! — Então olhou irritada para
Joe e completou: — Use sua imaginação.
— Dedo? Você corta fora meu dedo? — perguntou ele, baixinho.
— Você é um babaca. — Ela passou o braço pelo dele enquanto contornavam a casa para chegar ao gazebo lá fora, onde o jantar seria servido.
Joe suspirou.
— Já me disseram isso, várias e várias vezes.
Selena parou de andar e suspirou.
— Você não está cansado disso? — Os olhos dela encontraram os dele, suplicantes, e, pela primeira vez na vida, Joe não conseguiu usar a máscara de indiferença habitual, que os homens inseguros usam quando tentam ignorar o mundo e viver a própria vida. Com um profundo calafrio, ele deu de ombros. Era tudo o que conseguia fazer. Encontrar palavras parecia difícil demais.
Selena olhou para o gazebo, onde Demi entrava de braços dados com Jace.
— Odeio perder, então saiba que só estou dizendo isto porque amo você. Mas...
Joe esperou. — O amor sempre vale a pena.
Tendo dito isso, Selena ficou na ponta dos pés e beijou a bochecha de Joe. Em seguida, foi para perto de Nick, que a esperava.

*****

Demorei uns dias porque estava esperando vocês comentarem, jeisjeujsi
A Demi tava maravilhosa no festival do iHeart Radio, não? Meu Deus, que mulher linda 
E, se a Milena tiver lendo isso agora, amor, eu respondi seu último comentário, lê lá, por favor, ok? Amo você 
Por último, eu quero divulgar esse blog M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! -> A Aposta.
Então você voltou a postar, moça? Eu amo seu blog do fundo do meu coração e já tinha perdido as esperanças de você voltar a postar. Que bom que voltou. Welcome back, baby 

16.9.15

Capítulo Duplo



Capítulo 30

Jace era gato. Mais que gato. Parecia o Thor, só que de olhos verdes em vez de azuis. Demi reparou porque eram emoldurados por cílios tão longos que ela quase se perguntou se eram postiços.
Ele era incrível.
E a pele bronzeada?
Jace era como uma sobremesa, uma daquelas bem gostosas, do tipo que as mães nunca nos deixam saborear sem que antes comamos toda a comida... A sobremesa que faz todas as outras parecerem sem graça.
O tipo de homem que as mulheres observam de longe, mas com quem nunca falam.
E ele estava falando com ela.
Sentiu o estômago vibrar de animação, até que olhou para Joe. Ele parecia muito infeliz. Não queria se sentir mal por ele: afinal, ele passara a noite com vagabundas.
Mas ainda assim sentia pena.
Embora o corpo respondesse aos estímulos de Jace, o coração ansiava por Joe. E isso era um saco. Nem um pouco justo. Pela primeira vez na vida, o cara interessado nela parecia ser tão bom quanto todos diziam que era, mas seu coração tinha decidido que não estava interessado. Como podia ser?
A limusine parou na frente de Jonas Abbey. Ainda faltava uma semana para o casamento, mas não parecia.
Vans do bufê estavam estacionadas por todos os lados, com decoradores, floristas... Jesus! A casa inteira parecia cenário de uma revista de casamento.
— Demi! — Selena correu até a limusine, mas parou de súbito. — Jesus! Vocês atropelaram um gato morto, ou coisa assim?
— Um gato morto. — Jace riu, saindo do carro. — Acho que foi isso, não é mesmo, Joe?
Gemendo, Joe saiu do carro e foi direto para a casa.
— Ah, que isso! Casamentos não são assim tão ruins! — gritou Jace, rindo.
Demi estreitou os olhos. Não estava gostando de ver Jace provocando Joe. Era verdade que Joe fizera por merecer, mas isso não justificava a provocação. E aquela atitude de Jace não era atraente. Não para ela.
— Parece que Joe voltou para a vida de farra, hem? — Selena cutucou Demi e segurou-lhe o braço, sem nem reparar que o coração da amiga ficava apertado ao pensar naquilo.
Ele tinha passado alguns dias com ela.
E não tinha sido o bastante para mantê-lo longe daquele estilo de vida. O que mais uma vez provava que ele não valia a pena, porque, no fim, sempre escolhia a si mesmo, as antigas tendências e práticas, o dinheiro. Ele nunca a escolheria.
— Então... — Demi ignorou a dor no peito. — Jace é muito legal.
— Ele é senador — cantarolou Selena. — E se formou dois anos mais cedo, na faculdade. É membro da MENSA, aquela sociedade que reúne os maiores QIs do mundo, e sei, por fontes seguras, que ele adota cachorros doentes e abandonados.
— Estão falando de Jace? — Nick apareceu e deu um beijo na testa da noiva. — Ele é uma espécie de pornô para mulheres. Sério, se não gostar dele, não há mais esperanças para você.
Demi não teve chance de responder. Vovó chegou carregando um enorme microfone, coberto de pequenos cristais cor-de-rosa.
— Hã, o que é isso? — Demi apontou para o objeto ofuscante.
— Meu microfone, para o casamento. — Vovó ergueu a caixa do aparelho para mostrá-la a Demi. — Faz minha voz parecer a da Mariah Carey.
— Só se a Mariah Carey fosse um esquilo morrendo — completou Selena, aos murmúrios.
— Eu ouvi isso — retrucou vovó.
— Você não vai cantar no casamento. — Selena abriu um sorriso. — Então, não faz muita diferença.
Com muito cuidado, vovó guardou o microfone na caixa — que mais parecia uma caixinha de maquiagens para crianças — e a apertou com segurança sob o braço.
— O que você e Nick estão planejando é coisa de criança. Eu namorei um Kennedy. — Ela ajeitou a blusa. — Mas já chega. Agora, saiam! Preciso planejar umas coisas. Vamos comemorar hoje à noite!
— Do que vovó está falando? — perguntou Demi, tentando entender por que Nick e Selena estavam olhando para a avó como se tentassem decifrar o enigma que era sua vida e o modo como ela se comportava.
— Temos o jantar e uns coquetéis para os convidados — comentou Selena, ainda observando vovó. — Não gosto do tom de voz dela. O que ela sabe que não sabemos?
Nick coçou a cabeça.
— Ela só está tentando fazer com que fiquemos preocupados.
— Gente, estou perdida. — Demi ergueu uma das mãos. — Vocês estão em guerra contra vovó?
— Não — disparou Selena, olhando para Demi. — Um confronto de ideias, talvez... Mas vamos ganhar. Vovó acha que sabe o que é melhor, mas, desta vez, está errada. E provaremos isso a ela, o que quer dizer que ela não vai cantar no casamento.

Capítulo 31

Demi, Nick e Selena ficaram olhando vovó caminhar até o meio da sala e pegar um apito vermelho.
— Quem foi que deu um apito a ela? — Nick murmurou um palavrão e resmungou alguma coisa sobre como qualquer ventinho o deixava excitado na hora em que vovó apitou, produzindo um barulho alto o suficiente para provocar surdez.
— Olá! — gritou vovó. E apitou novamente. Demi tentou esconder o sorriso ao ouvir uma enxurrada de palavrões vinda de algum lugar da casa. Parecia que Joe também não era fã do apito. — Gostaria da atenção de todos. — Vovó pegou uma prancheta. — Fui nomeada...
— Você se ofereceu — corrigiu Nick. — E foi bem insistente, devo acrescentar.
Vovó ignorou o comentário e continuou a falar:
— Como dizia, fui nomeada — ela olhou irritada para Nick — para ser a organizadora do casamento durante a semana em que todos ficarão aqui em Jonas Abbey. Como a maioria dos convidados está hospedada na casa, decidimos designar quartos.
Enquanto vovó falava sem parar, Demi observava, na expectativa do retorno de Joe. Mas o que ela estava fazendo? Bem, só estava preocupada com a possibilidade de ele morrer engasgado no próprio vômito, ou bater de cara na porta, ou algo do tipo.
— E, como temos apenas uma suíte e Nick alegremente acatou um voto de castidade...
Nick fez mímica, como se desse um tiro na própria cabeça.
— ... a suíte será compartilhada. — Ela abriu um sorriso. — Agora, a programação está milimetricamente cronometrada, portanto, tentem não chegar atrasados a nenhuma atividade. Temos muito que fazer. Espero que todos voltem a seus quartos para trocar de roupa antes do coquetel.
Vovó começou a entregar folhas plastificadas. Era a programação.
— A programação não poderá ser alterada, então, por favor, nem peçam que isso aconteça. Se têm alguma pergunta... — Nick ergueu uma das mãos — ... que não tenha relação com a organização dos quartos... — Nick baixou a mão — ... sintam-se livres para fazê-la.
Demi pegou uma programação com vovó e gemeu. Jace surgiu atrás dela.
— Ei, acha que Joe toparia trocar de colega de quarto?
Se Joe tivesse dito alguma coisa do tipo, Demi teria revirado os olhos e dado risada, porque era algo bem característico dele. Mas ouvir aquilo de Jace foi como um balde de água fria. Na verdade, até fez com que ela se sentisse um pouco incomodada. Como um cara flertando com ela poderia incomodá-la?
Ela conseguiu dar uma risadinha e sacudiu o papel.
— As regras de vovó são definitivas, pode acreditar. Já aprendi minha lição.
— E aí, Demi, como foi com os testes de fertilidade? — perguntou vovó, atrás dela.
Jace arregalou os olhos e Demi ficou boquiaberta. Ma que droga! O que ela deveria dizer? Lutou para encontrar as palavras.
— Ha-ha, vovó, muito engraçada! Está falando dos testes que comprou para Selena e Nick, não é?
— Claro! — Vovó deu uma piscadela.
Demi sentiu o rosto esquentar e se virou para Jace.
— Ela está brincando. Juro.
— Gosto de crianças. — Ele sorriu e a olhou de cima a baixo. — Ou melhor, acho que qualquer um que tivesse filhos com você seria um homem de sorte.
E ele tinha ido longe demais.
— Está certo. — Ela engasgou. — Vou para o quarto, preciso me ajeitar.
— Posso levar sua bagagem. — Jace fez menção de pegar a mala, mas ela afastou a mão dele.
— Não. — Demi deu uma risadinha. — Pode deixar, eu me viro. Vejo você em uma hora.
Quando se distanciou, Jace exibia um sorriso convencido.
Demi subiu as escadas o mais depressa que pôde. Estavam com a suíte. Ela e Joe. Devia ser alguma piada sem graça. A única suíte? A que devia ser de Selena e
Nick, mas que ela iria ocupar com Joe? Joe, o galinha que fugia sempre que alguém falava em compromisso e que ficava bêbado de propósito, só para provar à sociedade que era o que todos acreditavam que fosse: um conquistador barato.
Resmungando, ela abriu a porta e largou a mala no chão.
Tinha algo de errado com ela. Era como se toda a emoção reprimida durante a infância, todo o passado, o drama com os pais e, finalmente, a pressão do fracasso iminente na carreira finalmente a tivessem atingido.
Flores idiotas.
Eram elas as culpadas.
Rosas amarelas, como as que Joe comprara para ela, alguns dias antes. Maldito seja!
Ela pegou uma rosa do vaso e sentiu o perfume. Por um breve momento, Demi se permitiu sonhar que aquela era a suíte de sua lua de mel. Que Joe era seu marido, que tinha comprado flores para ela e que não vomitara havia cerca de uma hora.
Quando abriu os olhos, a realidade a atingiu bem na cara. Na forma de uma única cama king-size.
Tão perto, mas tão longe. Assim era a história da sua vida. Tinha chegado tão perto de se formar com louvor, mas fora Dallas quem conseguira ser a oradora da turma.
E quando agendou a primeira entrevista de emprego, os pais a levaram para jantar apenas para informá-la de que estavam desapontados com o fato de ser em uma emissora de notícias.
Quando Dallas conseguiu um emprego, ganhou um carro.
Era como se tudo o que ela tivesse querido na vida estivesse sempre perto o bastante para ser desejado, mas nunca perto o suficiente para ser conquistado.
Ela era como uma droga de um hamster em sua rodinha.
Ela odiava hamsters.
Bufando, sentou-se na cama e olhou para a porta que se abria e revelava um Joe com aparência decrépita.
Pelo menos havia alguém que estava tendo um dia pior que o dela.
— Como vai, princesa? — perguntou Demi.
— Odeio a minha vida. — Gemendo, ele tropeçou até a cama e caiu de cara no colchão. — E a melhor parte do meu dia... vá em frente, pode perguntar.
Demi deitou com a cabeça apoiada no cotovelo, para vê-lo melhor.
— Quase ter sido preso?
Joe sacudiu a cabeça.
— Hum, conhecer o senador mais novo da história do Oregon?
Ele lhe mostrou o dedo do meio.
Rindo, Demi tentou outra vez.
— Finalmente conseguir vomitar na privada, como um garoto crescidinho?
Ele suspirou e ergueu a cabeça, com a intenção de olhá-la nos olhos.
— Dividir o quarto com você.
O sorriso debochado desapareceu do rosto de Demi, que sentiu o coração bater com força. O quarto ficou em silêncio, exceto por sua respiração agitada. Ela parecia ter perdido a capacidade de respirar sem fazer barulho.
Finalmente conseguiu responder com um “Ah!”. Joe continuou a olhá-la nos olhos, como se Demi fosse a coisa mais preciosa de sua vida, como se realmente tivesse dito aquilo de coração — que a melhor parte de seu dia estava sendo ali no quarto com ela. Mas ele era um galinha. Talvez estivesse pensando que fosse se dar bem à noite.
— Bem, odeio dizer, camarada... — Os olhos dele se estreitaram. — Mas você não vai dormir comigo.
— Ah, sim. — Ele se levantou e enfiou as mãos nos bolsos. — Já sabia disso. Tenho certeza de que o chão e eu nos divertiremos bastante nesta noite. Com bastante agarração e respiração pesada.
— O que foi que você planejou fazer com o pobre chão? E em que universo é normal dizer esse tipo de coisa?
Joe abriu um sorriso.
— Isso cabe a mim saber e a você descobrir. Você sabe que existe a possibilidade de se juntar a mim no chão, caso ache a cama mole demais.
— Gosto de coisas moles.
Os olhos dele brilharam.
— Que pena.
— Joseph Jonas! — Demi jogou um travesseiro na cara dele.
Rindo, ele andou até o banheiro.
— Vamos logo, Demi. Precisamos nos arrumar para o coquetel. Aliás... — Ele abriu a torneira e pegou uma toalha. — Quem foi que deu um apito a vovó? Isso devia ser considerado ilegal em todo o país.
Demi não respondeu. Ficou olhando, fascinada, enquanto Joe passava a toalha pelo rosto. Pingos de água caíam na pia. Sentindo um pouco de calor, ela tirou o casaco.
Maldito Joseph Jonas, por fazer um colírio parecer sensual quando virou a cabeça para trás e o pingou nos olhos! Ele piscou uma, duas vezes, e logo as gotas escorreram por suas maçãs do rosto perfeitamente esculpidas.
— Pare de me observar, Demi — disse Joe. — Estava esquisito há uns dez minutos. Agora, estou com medo de que você tenha uma convulsão, ou algo do tipo.
Nervosa, Demi quase caiu da cama quando se levantou para andar até a mala e procurar um vestido sexy para o coquetel. Dois podiam jogar aquele jogo.
Ela não queria jogar, apenas. Queria vencer.

*****

Me desculpem por ter demorado, tentei compensar com esse capítulo duplo!
Espero que vocês gostem, love u, beijos 

11.9.15

Desculpa a demora

Amores, to viajando, por isso não postei. Volto só segunda, aí posto, ok? Beijos, amo vocês ❤️