22.8.16

Capítulo Quarenta e Sete





Selena não teve como deixar de notar o olho roxo de Jace quando ele voltou à mesa. Demi e Joe o seguiram de perto, com as mãos se tocando. Demi riu. Joe alisou o braço dela. Ah, não. Selena olhou feio para vovó, que no momento tentava dar tapinhas nas próprias costas.
— Ela está ganhando. — Selena cutucou as costelas de Nick.
— Eu sei, pode acreditar. — Nick bateu a cabeça na mesa.
— Ah, pare com isso. Só faltam 24 horas.
— Foram as duas semanas mais longas da minha vida. — Nick suspirou. — O que são outras 24 horas? — Ele passou o braço pelos ombros de Selena e enrijeceu o corpo. — O que foi? O que houve?
— Joe beijou Demi.
— O quê?
— Aquele safado filho da mãe! — Nick abriu um sorriso. — Olhe só para ele.
Selena olhou na direção em que o noivo apontava. Joe estava sorrindo para o prato e girando a taça com os dedos. A cada poucos segundos, trocava olhares com Demi, e os dois dividiam um sorriso secreto.
— Mas que droga! — murmurou Nick.
— Pare de falar assim. Você parece uma velha de igreja. — Selena suspirou. Vovó se levantou e ergueu a taça.
— O padrinho queria dizer algumas palavras aos noivos. Joe?
Joe umedeceu os lábios e se levantou, erguendo a taça à frente do corpo.
— Eu a beijei primeiro.
Selena caiu na gargalhada enquanto Nick resmungava. Joe continuou.
— Acho que me lembro de uma aposta idiota que fiz com meu irmão, sobre casar com a garota. Bem, meu irmão, acho que você ganhou! Obrigado por mandar a conta, aliás. Fico feliz. Vocês dois sempre foram importantes em minha vida, e não tenho palavras para dizer como fico feliz por ver meus dois melhores amigos se casando. Ao noivo e à noiva! — Ele ergueu a taça.
— Saúde! — gritaram todos. Joe apontou para Jace.
— Você não queria dizer algumas palavras? Jace o dispensou com um gesto.
— Não, acho que você disse tudo.
— Minha nossa! — sussurrou Selena. — Tem alguma coisa muito, muito errada. Os dois passaram a semana brigando!
Nick olhou de Demi para Joe, e de volta para Joe, e então para Jace.
— Não estou entendendo nada. Os três parecem perfeitamente normais.
Selena agarrou a mão do noivo com tanta força que quase a esmagou. Porque vovó tinha acabado de apontar para algo... no chão. Para a maldita caixa do microfone.
— Droga! — murmurou Nick. — Essa mulher maldita vai ganhar da gente.
— Acho — Selena apontou para Joe — que ela já venceu.
Joe estava do lado oposto de Demi, à mesa, e a encarava com um olhar de desejo tão inapropriado que Selena pensou se não seria melhor se apiedar de Nick e cobrir seus olhos. Mas, quando se virou para dizer alguma coisa, viu que um sorriso malicioso se formara nos lábios do noivo.
— Ops. No que está pensando? — perguntou Selena.
— Estou pensando em acertar as contas.
— Acertar as contas?
— Ele deseja muito Demi. — Nick riu. — E acha que vai ficar com ela hoje à noite, mas...
— O quê?
— Que tipo de irmão eu seria se não protegesse o coração do meu irmãozinho? Que tipo de pessoa eu seria se não protegesse a virtude de Demi? — Ele sacudiu a cabeça e levou a mão ao peito. — Eu não conseguiria viver com a vergonha...
— Joe vai me matar.
— Tristeza dividida diminui. — Nick tomou um longo gole de água. — Ah, e como!

*****

Vou postar dois por dia, ok? Amanhã tem mais. 

Capítulo Quarenta e Seis




Joe viu tudo vermelho em sua frente. Ela estava nos braços de Jace. Sua garota, sua mulher, seu futuro... nas mãos sujas daquele político! Com um grito de guerra que teria deixado qualquer fã do filme Coração Valente orgulhoso, Joe atacou o inimigo, jogando-o em cima do balcão. Acertou um soco na mandíbula de Jace, fazendo com que a cabeça do outro homem batesse no tampo. Ao longe, ouviu Demi gritando para que parasse, mas era tarde demais. Jace caiu no chão.
— Meu Deus! — Demi cobriu o rosto com as mãos. — Você acabou de nocautear um senador!
— Bem. — Joe soltou um palavrão. — As mãos dele estavam em você!
— Que ótimo! — respondeu Demi. — Não se esqueça de dizer isso ao juiz, quando perguntarem por que você acha que não deveria ir para a cadeia! — Ela bateu na barriga de Joe e soltou um palavrão.
— Desculpe. Eu... eu entrei em pânico. Estava protegendo a sua honra!
— É o sujo falando do mal-lavado! — retrucou Demi. Joe a olhou irritado.
— Engraçadinha.
— O que você vai fazer? — Demi apontou para o corpo de Jace. — Você não o matou, né?
— Não bati tão forte assim — murmurou Joe, então se debruçou sobre Jace. — Ele provavelmente só ficará apagado por um tempinho.
— Bem, e quanto tempo vamos ficar esperando até ele acordar? — Demi continuava andando de um lado para outro, mas agora também levantava a taça, alternando entre beber e gritar com Joe.
— Não sei. Coloque o vinho na mesa. Você está me deixando nervoso.
— Eu estou deixando você nervoso? — Bem, pelo menos ela havia parado de andar de um lado para outro. — Que direito você tem de vir me resgatar, aliás?
Joe soltou um longo suspiro.
— Sempre quis ser o cavaleiro da armadura brilhante.
— Que engraçado, não lembrava que o cavaleiro dava porrada em um cara inocente.
— Inocente, uma ova! — gritou Joe. — As mãos dele estavam em você!
— E daí? — Ela cruzou os braços. — Por que você se importa?
— Mas que merda, Demi! — Em dois passos, ele a tinha nos braços. Ela abriu a boca, e, no instante em que suas línguas se encontraram, pegaram fogo. Ele a empurrou contra o balcão e aumentou a intensidade do beijo. O corpo dela respondia tão bem ao dele! Eles se beijavam como brigavam: de forma agressiva, passional, sem nada de lento nem monótono. Incapaz de se controlar, Joe abaixou as alças do vestido dela. A pele de Demi era suave como veludo. As mãos dela apertaram seu cabelo enquanto ele deslizava a língua pelo lábio inferior dela, provando, sugando o vinho de sua boca. Demi ficou arrepiada quando os lábios de Joe passaram a beijar seu colo, e logo acima do sutiã. No chão, Jace soltou um gemido. Joe o ignorou. O gemido ficou mais alto. Demi enfiou as unhas nas costas de Joe. Deus o odiava! Afastar-se dela era provavelmente uma das coisas mais difíceis que ele já tinha feito em toda a vida. Jace começava a se mexer.
— Devíamos ir embora. — Joe tentou recuperar o fôlego quando seus olhos encontraram os de Demi. Ela fora intensamente beijada, completamente desarrumada durante um momento, e por ele. Joe adorava saber que tinha sido o homem que a deixara daquele jeito. A expressão dela era de desejo, de necessidade — e tudo por causa dele. Jace gemeu outra vez. —
Vamos fugir da cena do crime, não vamos? — Demi segurou a mão de Joe enquanto se recompunham.
— Se alguém perguntar, ele caiu.
— De cara na sua mão? — perguntou Demi. — Sério? É essa mentira que vamos contar?
— Sinto muito se meu cérebro não está concentrado nisso. A gente tem sorte de eu conseguir andar e falar ao mesmo tempo, sem jogar você nas escadas e levantar sua saia.
— Mas você sabe que pode.
Joe congelou.
— Posso?
— Levantar a minha saia.
— Você está tentando me punir, não é?
Demi abriu um sorriso e sussurrou em seu ouvido.
— Comprei algumas lingeries naquela festa. Pense nisso durante o jantar.
— Ah, sim! Que ótimo! — Joe soltou um palavrão. — E então vovó vai pensar que... Pensar o quê? Que flores me deixam excitado? Que tenho tesão em ostras? Acho tudo isso muito desagradável. Vamos pular o jantar. — Quando chegaram ao topo das escadas, ele a empurrou para a parede mais próxima, prendendo-a com o corpo. — Só mais um beijo.
— Nunca é só um beijo com você, Joe.
Ele não pôde impedir o sorriso gigante que se espalhou pelo rosto.
— Que bom. Porque quero que eles nunca acabem. — Joe deu um beijo no nariz dela. — Preciso provar a você que não vai ser só um beijo — ele roçou os lábios nos dela — porque esse vai ser o primeiro de centenas de milhares de beijos. — Joe passou os lábios pela base do pescoço de Demi. — O primeiro dos últimos beijos que você vai receber. — Sua língua explorou a clavícula dela, subindo até o outro lado do pescoço. — Quero estragar os beijos das outras pessoas para você. Quero marcar você como minha. Quero ouvir você dizer meu nome, mas não porque está irritada, e sim porque está tão louca de tesão que não consegue nem raciocinar direito. É isso que quero fazer com você. Quero fazer você ser só minha.
— Sua? — Demi sentiu lágrimas nos olhos.
— Acho que você já percebeu que sou um homem bem possessivo. Cansei de fugir.
— Você consegue me prometer isso?
Joe envolveu o rosto dela com as mãos.
— Para sempre. Esta é a minha oferta.
— Então, isso é uma conversa de negócios? — Ela deu um sorriso provocante.
— Com certeza. — Ele a puxou para seus braços e beijou-a na testa. — É claro que eu vou fazer você assinar um papel sem sentido escrito por advogados que não têm nada melhor para fazer além de me proteger. Você vai ter que assinar a linha pontilhada, dizendo que aceita ser minha escrava sexual a qualquer hora do dia ou da noite. E então eu irei puni-la quando você tentar me deixar.
— Que ótimo. Se você ainda fosse executivo, eu poderia chamá-lo de Christian Grey.
— Joseph Jonas! — O grito de vovó podia acordar os mortos. — Cadê você? Precisamos conversar!
— A gente pode fugir? — perguntou Demi. — Vovó tudo vê. É como se esconder de Deus.
Com um suspiro, os dois se separaram. Joe levou a mão dela aos lábios.
— A gente pode conversar depois.
— Sobre toda essa história de “para sempre”? — Os olhos dela pareciam esperançosos, o que fez o coração de Joe bater ainda mais forte.
— Sim, sobre toda essa história de “para sempre”.
— Ah, aí estão vocês! — Vovó estava ofegante. — Procurei os dois por toda parte! É hora do brinde! Esperem aí, onde está Jace?
— Dormindo — respondeu uma voz atrás dos três. — Decidi tirar uma soneca.
— Na adega? — Vovó cruzou os braços. — Ah, querido! O que aconteceu com seu olho?
— Um esquilo. — Jace estreitou os olhos para Joe. — Parece que o diabinho encontrou as nozes que estava procurando e me atacou.
— Ah. — Vovó assentiu. — Está certo. Bem, tenho certeza de que as nozes dele não são nem de longe tão impressionantes quanto ele quer que a gente pense que são.
Demi se pronunciou:
— Ah, são sim!
Joe deu uma piscadela divertida. Jace disfarçou o sorriso com uma das mãos e olhou para vovó com uma expressão muito séria quando disse: — Se você estiver pronta, a gente devia voltar para o jantar.
— Está bem. — A senhora aceitou o braço dele, guiando-o para longe de Joe e de Demi.
— Obrigado. — Joe segurou a mão de Demi. — Por defender minha masculinidade.
— Ah, acho que ela levou um golpe bem grande nos últimos dias. Pensei em dar uma ajudinha.
Com um sorriso presunçoso, Joe a trouxe para mais perto de seu corpo e sussurrou:
— Acho que você vai me dar mais do que uma ajudinha, mais tarde.
— Veremos. — Os olhos de Demi se encontraram com os dele por um breve momento, antes de ela piscar e os desviar.

*****

Como prometi, aqui está. Beijos, lindas.

21.8.16

Capítulo Quarenta e Cinco




Joe daria a eles exatos cinco minutos a sós antes de entrar correndo na adega. Estava prestes a se oferecer para acompanhar Demi quando Jace se levantou, do outro lado da mesa, trocou um olhar estranho com vovó e depois saiu. Estreitando os olhos, Joe tomou um gole de vinho e ficou encarando a porta, esperando que os dois voltassem. Olhou o relógio de pulso. Mas que droga! Haviam se passado apenas trinta segundos!
— Ora, ora. — Vovó puxou uma cadeira e se sentou ao lado dele. — Nunca pensei que veria este dia.
— Oi? — Nossa, como ele estava sendo ridículo!
— Você escolheu bem. — Vovó suspirou. — Eu mesma a teria escolhido se tivesse como opinar. Mas meus dias de cupido terminaram, como você já sabe.
— Sei. — Joe umedeceu os lábios e olhou o relógio outra vez. Um minuto e meio. Que inferno!
— ... então, só preciso que você assine aqui. — Ela enfiou uma caneta na mão do neto. Ele mal olhou para o papel, assinando onde vovó apontava, e então devolveu a caneta. — Três minutos, Joe. Só se passaram três minutos. Não dá para acontecer muita coisa em três minutos. Bem, exceto... — Vovó deu uma risadinha. — Uma vez, seu avô e eu tínhamos só cinco minutos, e você não iria acreditar no que...
Joe se levantou em um pulo e saiu correndo na direção da casa. Parecia que a adega dos Jonas tinha saído das páginas de uma revista. Em uma das paredes, havia um bar de granito, com banquinhos altos de couro. Os Jonas tinham até cerveja de fabricação própria, um dos passatempos de Wescott. Garrafas de vinho enfileiradas ocupavam quase todas as paredes. Parecia o paraíso. Apesar de a companhia não ser tão ruim, não era a que Demi teria escolhido. Talvez ela só devesse agradecer.
— Então — Jace pegou uma garrafa de vinho —, que tal esta? Um merlot envelhecido?
— Parece ótimo. — Demi não dava a mínima. Sem prestar atenção, caminhou até o bar. Havia algumas fotos emolduradas espalhadas pelo tampo. Uma delas era de Joe e Nick quando crianças. Selena estava entre os dois, dando um beijo na bochecha de Joe. Selena sempre estivera bem onde Demi queria estar.
Não que a inveja pudesse acabar com a amizade das duas, mas Demi achava que tudo sempre fora muito fácil para Selena.
— Tudo bem? — Jace se aproximou por trás dela e colocou as mãos em seus ombros.
— Tudo. — Demi ficou tensa. — Por que a pergunta?
— Porque eu estava falando havia alguns minutos, e você não respondia. Juro que fiquei com medo de que você tivesse parado de respirar.
A risada escapou de seus lábios antes que ela pudesse impedir.
— Ah, aí está — sussurrou Jace.
— O quê? — Ela se virou para encará-lo.
— A risada. Gosto dela. Você não ri o suficiente.
Demi umedeceu os lábios e se inclinou para trás, apoiando-se no bar.
— Foi uma semana difícil. O que eu posso fazer?
Jace assentiu.
— Eu sei.
Como é que ele poderia saber? Nem a conhecia!
— Amor não correspondido não é para os fracos. — Ele pegou o saca-rolhas e abriu a garrafa, servindo uma pequena taça para Demi e outra para si. Então ergueu a taça, batendo-a na dela. — Como você está?
— Como é que você sabia que...
Jace riu.
— Não sou idiota. Mas me permita perguntar uma coisa. — Ele tirou a taça das mãos de Demi e a colocou na mesa.
— O quê? — Os olhos dele eram tão claros e bonitos que era difícil não se perder ali.
— Você não acha — ele ajeitou uma mecha de cabelo por trás da orelha de Demi e encostou sua testa na dela — que talvez o motivo de você o amar, ou pensar que ama, seja o fato de ele nunca ter correspondido aos seus sentimentos? Talvez você só precise botar um ponto final de alguma forma.
Demi tremeu sob o toque de Jace.
— É isso que você está oferecendo: um ponto final?
Jace envolveu o rosto de Demi com as mãos, acariciando o lábio inferior dela com os polegares.
— Não gosto de ser a segunda opção, Demi. Mas estaria disposto a ser a sua. Isto é, se você me quiser. Adoraria levar você para sair, comer e beber ao seu lado, fazer com que você se sinta querida, porque, honestamente, esse é o meu trabalho, como homem. Fazer você se ver como eu a vejo. E acho que você não tem uma imagem muito clara de si mesma. Acho que toda a sua vida pode ser resumida em uma única palavra.
Ela tentou se afastar, mas Jace a segurava firme.
— Está bem, sr. Psicólogo, que palavra é essa?
Ele deu um sorriso triste.
— Quase. É assim que você se define. Quase. E isso me deixa triste, porque você não é esse tipo de garota.
— E você é especialista no tipo de garota que eu sou?
— Com certeza.
— Bem, então qual é o meu tipo?
Jace inclinou a cabeça para o lado e passou as mãos gentilmente pela lateral do pescoço de Demi.
— Para sempre. Você é do tipo para sempre.
Os lábios dele encontraram os dela suavemente, depois se afastaram.
— A pergunta é: você quer mesmo esquecê-lo? Quer seguir em frente? Quem sabe ao meu lado? Seria o suficiente? Será que minhas palavras, meu dinheiro, tudo o que tenho a oferecer bastariam para apagá-lo da sua memória para sempre?
O lábio inferior de Demi tremia. Com leve assombro, ela balançou a cabeça.
— Não, Jace. Sinto muito, mas não. Com um sorriso enorme, ele se afastou.
— Fico feliz.
— Oi? Jace deu de ombros.
— Fiz aula de teatro na escola, por diversão. Preciso admitir que essa foi a coisa mais divertida que já fiz em anos.
Confusa, tudo o que Demi conseguiu fazer foi encará-lo.
— Seu idiota! Você fingiu gostar de mim?
— Claro que não. — Jace segurou a mão dela. — Eu ficaria muito feliz em tirar você das mãos daquele babaca, mas você não quer se afastar delas. Acertei?
— Não estou entendendo. — Demi massageou as têmporas. — Uma palavra. — Jace assentiu.
— Vovó.
— Não! — disse Demi, espantada. — Ela contratou você?
— Não, não preciso de dinheiro. Só queria me recuperar de um término complicado. Aquela mulher está tentando arranjar alguém para mim desde o ano passado. Ela me apresentou a Nick, e o resto é história. Eu já estaria no casamento, de qualquer forma. Foi tudo muito fácil. Nick queria que eu conhecesse você. Vovó tinha outros planos. E aqui estou, bebendo vinho enquanto todos planejam nossa noite de núpcias.
— Caramba! — Demi andou de um lado para outro, na frente dele. — Aquela mulher é louca.
— Ela é um gênio louco. — Jace ergueu a taça. — Admita. Ela ajudou mais do que atrapalhou.
— Ela comprou um vestido de casamento para mim.
— Isso não dá azar? — Jace inclinou a cabeça. — Só curiosidade.
— Então você não é um almofadinha babaca. Ele pareceu pensar no assunto, então respondeu:
— Não, acho que não. Mas se perguntar para a minha ex, ela vai dizer que sou isso e muito mais. Só estou tentando sobreviver ao casamento sem que sua avó me mate e me enterre. Sabe que ela comprou uma coleira de choque, não sabe?
Rindo, Demi passou os braços ao redor do pescoço de Jace.
— Não sei se devia agradecer ou dar um tapa na sua cara, por ter me beijado.
— Ei. — Jace se afastou e a beijou no rosto. — Minha oferta ainda está de pé. Mesmo sem a sua avó incrível e manipuladora, eu gostaria de ter o número de seu telefone.
— Obrigada. — Demi deu um beijo breve nos lábios dele. Que aparentemente não foi breve o bastante. Porque o que ela viu em seguida foi Joe disparando escada abaixo, com os olhos cheios de raiva.

*****

Mais um porque vocês merecem.