8.1.15

Capítulo Doze


Essa foto é vida

Parte II

— Eddie está morto.
No início, parecia que poderia ter sido um sonho. Foi no meio da noite, e eu tinha bebido muito quando saí com uns amigos em Greenwich Village, na noite anterior. Quando o telefone tocou às três da manhã, o meu coração começou a bater com medo, e ouvir essas palavras logo de cara quase o tinha parado completamente.
— Mãe?
Ela sufocou entre soluços.
— Eddie está morto, Demi. Ele teve um ataque cardíaco. Estou no Mass General. Eles não puderam salvá-lo.
— Mãe, respira. Por favor.
Minha mãe estava chorando incontrolavelmente, fazendo eu me sentir impotente, porque não havia nada que eu pudesse fazer a respeito estando no meu apartamento em Nova York.
O casamento entre ela e Eddie tinha permanecido intacto ao longo dos anos, embora nos últimos meses eles estivessem tendo um tempo difícil. Eddie nunca tinha manifestado com a minha mãe o mesmo desrespeito que ele tinha mostrado com Joe, mas ele sempre teve um temperamento imprevisível, com altos e baixos, e foi difícil de se conviver.
A verdade é que a minha mãe tinha perdido sua alma gêmea quando meu pai morreu há tantos anos atrás. Seu casamento com Eddie sempre tinha sido por conveniência e estabilidade. Mesmo com sua renda modesta como um vendedor de carros, ele nos proveu uma boa vida. Mamãe nunca trabalhou e não era do tipo que poderia lidar com ficar sozinha. Eddie tinha sido a primeira pessoa a vir nos anos depois que meu pai faleceu. Eu sempre tive a impressão de que Eddie era muito mais apaixonado por ela do que ela era por ele. Ainda assim, perder ele ia virar sua vida de cabeça para baixo. Comigo vivendo longe, ele tinha sido todo o seu mundo, para não mencionar que este foi o segundo marido que ela tinha perdido prematuramente. Eu não sabia como ela iria lidar com isso.
Eu comecei a tremer.
— Oh, meu Deus. — Eu respirei fundo, na tentativa de me recompor. — Eu sinto muito. Sinto muito, mamãe.
— Ele estava morto antes mesmo de chegarmos ao hospital.
Levantei-me e imediatamente tirei minha pequena mala de dentro do armário.
— Escute, eu vou ver onde posso alugar um carro a esta hora. Vou tentar estar aí pela manhã. Mantenha contato por telefone e deixe-me saber quando você chegar em casa. Tem alguém com você?
Ela fungou.
— Liam e Clara.
Isso me fez sentir melhor. Liam era um dos mais antigos amigos de Eddie, que acabou por se mudar com a esposa para os subúrbios de Boston alguns anos atrás, depois de uma transferência de trabalho.
Quando eu consegui encontrar um lugar aberto para alugar um carro, peguei a estrada cerca de cinco horas da manhã.
Nas quatro horas de carro até Boston, minha cabeça ficou cheia de pensamentos sobre o que a morte de Eddie significaria. Será que eu precisaria sair do meu emprego na cidade e voltar para Boston junto a mamãe? Ela teria que trabalhar pela primeira vez em sua vida para se sustentar. Quanto tempo eu precisaria para arrumar um trabalho? E então, isso me bateu.
Joe.
Joe.
Meu Deus. Joe.
Será que ele sabe sobre Eddie? Será que ele veio para Boston para o funeral?
Eu teria que enfrentá-lo?
Minha mão ansiosamente agarrou o volante mais apertado enquanto a minha outra mão mudava a música no rádio de novo e de novo, incapaz de encontrar qualquer coisa que pudesse abafar o ruído em minha cabeça.
Mesmo depois de sete anos e um noivado falho com outro homem, minha única e verdadeira decepção tinha permanecido nas mãos do meu meio-irmão. Agora meu coração se partiu por ele de novo, mas de uma forma diferente, não só porque a minha mãe perdeu o marido, mas porque Joe tinha acabado de perder o pai.
Eddie era muito jovem para morrer. Admito, a sua relação com Joe era horrível, mas o fato de que eles nunca tivessem feito as pazes me entristeceu. Nada despertava minhas emoções como os pensamentos sobre Joe. Mesmo me afastando de mamãe e Eddie, isso realmente nunca mudou para mim.
Dois anos depois de me formar na faculdade comunitária em Boston, me transferi para uma pequena faculdade fora de Manhattan, onde me formei com uma licenciatura em artes liberais. Direto da faculdade, tomei uma posição administrativa na cidade. Eu vivi em Nova York nos últimos três anos, e foi lá que eu conheci Tim.
Ficamos juntos por dois anos. Tim trabalhava em vendas de software e viajava muito. Vivemos juntos durante o último ano do nosso relacionamento até que seu trabalho quis transferi-lo para uma posição de vendas na Europa. Ele aceitou sem discutir comigo, e quando eu me recusei a mudar-me com ele, acabamos terminando. O fato tinha me obrigado a tomar uma decisão que eu teria feito, eventualmente, de qualquer maneira. Ele era um bom rapaz, mas, no geral, a paixão que eu desejava não existia. Mesmo no início do nosso relacionamento, nunca houve a adrenalina e as borboletas que eu experimentei em meu curto espaço de tempo com Joe. Quando eu aceitei o noivado com Tim, eu esperava que as coisas fossem mudar e que eu ia começar a amá-lo como ele merecia. Isso nunca aconteceu.
Eu tive dois outros namorados antes de Tim, e foi a mesma situação. Eu tinha comparado os meus sentimentos por eles com a minha louca atração por Joe. Mesmo sabendo que Joe tinha ido embora da minha vida, eu não conseguia deixar de comparar todos com ele, tanto sexualmente quanto intelectualmente. Mesmo que ele não mostrasse na superfície, Joe era profundo. Havia muitas camadas dele, e sua escrita exibia isso. Havia tanta coisa que eu nunca cheguei a conhecer ou desvendar. Mas eu sabia que queria encontrar alguém com as mesmas qualidades. Uma coisa que o meu tempo com Joe também me ensinou foi que o desejo sexual e satisfação eram tão importantes para mim quanto a ligação emocional.
Os meus outros namorados eram caras legais, mas eram médios.
E isso era triste, mas eu preferia ficar sozinha a me entregar a alguém com quem não havia faísca. Eu esperava que um dia eu tivesse uma química real novamente com alguém.
A placa de Bem-Vindos a Massachusetts me deixou ansiosa. Havia tanta coisa que era desconhecida sobre o que os próximos dias trariam.
Eu vou ter que ajudar minha mãe com o funeral, e isso certamente vai desencadear flashbacks do tempo horrível quando tivemos que fazer a mesma coisa para o meu pai.
Quando eu entrei em nossa rua, o Nissan de Eddie estava estacionado à esquerda, e ver isso me fez estremecer. Eu usei minha chave para entrar e encontrei minha mãe olhando fixamente para uma xícara de chá na cozinha, sem luzes acesas. Ela ainda não tinha me notado entrando no lugar.
— Mãe?
Minha mãe olhou para mim, com os olhos vermelhos e inchados.
Corri até ela e abracei-a.
Os pratos sujos de mamãe e Eddie do jantar ontem à noite ainda estavam na pia, trazendo à tona o golpe repentino e inesperado que isso foi, como a vida pode mudar em um instante.
— Eu estou aqui agora. Estou aqui. Você só me deixe saber o que você precisa que eu faça. Vai ficar tudo bem. Eu vou ajudá-la a passar por isso. Você vai ficar bem.
Ela falou em sua xícara de chá.
— Ele tinha acabado de acordar no meio da noite reclamando de dores e caiu antes que os paramédicos chegassem aqui.
Esfreguei suas costas.
— Eu sinto muito.
— Graças a Deus você está aqui, Demi.
— Onde está... Você sabe... Onde ele está agora?
— Eles o levaram para a casa funerária. Clara está fazendo todos os arranjos para mim. Ela e Liam têm sido maravilhosos. Eu não poderia suportar fazer isso... Não de novo.
Eu a abracei mais apertado.
— Eu sei.
Naquela noite, eu dormi ao lado de minha mãe para que ela não tivesse que ficar sozinha. Parecia surreal dormir onde Eddie tinha dormido na noite passada, e agora, ele se foi.
O dia seguinte foi um borrão: pessoas deixando caçarolas com comida e flores, minha mãe se retirando para seu quarto para chorar, Miley parando para prestar seus respeitos. Nós tínhamos nos afastado nesses anos desde que me mudei, mas sempre fizemos questão de nos ver quando eu vinha pra casa, mesmo que fosse apenas para tomar um café.
Então, quando a minha mãe tirou um cochilo no final da tarde, Miley e eu caminhamos até o Dunkin Donuts na esquina. Era um pequeno pedaço de normalidade em um tempo que parecia surreal.
— Quanto tempo você pode ficar fora do trabalho? — Ela perguntou.
— Eu liguei pra eles esta manhã. Eles me deram um dia de luto e então tirei o resto da semana de folga como férias. Eu posso levar minha mãe de volta para a cidade comigo até que ela possa cuidar das coisas aqui.
— Alguém já falou com Joe?
Só a menção de seu nome causou o que parecia ser um nó no meu estômago.
— Liam e Clara estão lidando em entrar em contato com as pessoas. Tenho certeza de que eles ligaram para ele. Ele e Eddie estavam distantes, de acordo com a minha mãe, e eu não tenho certeza se ele iria mesmo vir.
— O que você vai fazer se ele vier?
Eu nervosamente mordi meu donut de creme de baunilha.
— O que eu posso fazer?
Miley sabia sobre a minha noite com Joe. Eu disse a ela pedaços, mas mantive um monte de detalhes para mim. Alguns deles eram muito íntimos para compartilhar, e eu não queria desvalorizar o que aquela experiência tinha significado para mim. Mesmo que fosse apenas uma noite, isso tinha me mudado de muitas maneiras e colocou um limite para as expectativas futuras.
Ela tomou um gole de seu café gelado.
— Então, eu acho que nós vamos ter que esperar e ver...
— Minha mãe é minha prioridade. Eu não posso perder o sono por não saber se Joe está chegando.
Isso era tudo que eu conseguia pensar.
Naquela noite, Liam e Clara convidaram eu e minha mãe para jantar. Eles insistiram que eu deveria tirá-la de casa desde que eu lhes disse que ela passava a maior parte do dia chorando em seu quarto enquanto pessoas aleatórias deixavam comida.
Durante o jantar, mamãe estava quieta e mal tocou seu frango e bolinhos. Em vez disso, ela bebeu grandes quantidades de vinho Zinfandel.
O velório foi marcado para depois de amanhã. O buraco no meu estômago estava crescendo a cada segundo.
Eu só precisava saber.
Eu finalmente perguntei.
— Vocês já falaram com Joe? — Eu engoli o caroço na minha garganta em antecipação à resposta de Clara.
— Sim. Falei com ele hoje. Ele ficou muito desapontado quando eu disse a ele, e não ficou claro se ele viria.
Só de saber que ela tinha falado com ele tinha feito o meu coração bater mais rápido.
— Onde ele está?
— Ele ainda está vivendo na Califórnia, perto de Denise.
— Você tinha seu número de telefone?
Ela olhou para o marido e disse hesitante:
— Hum... Liam manteve contato com ele. Sabemos que ele e Eddie tiveram um relacionamento horrível. Liam tentou intervir alguns anos atrás. Joe e ele meio que se ligaram durante o processo. Eddie nunca soube realmente sobre isso.
Olhei para Liam como se ele estivesse segurando todas as informações do mundo que importavam para mim.
— O que ele está fazendo agora? — Minha voz estava trêmula.
— Ele se formou na faculdade, tirou a sua licença de trabalho social. Ele está trabalhando com jovens desfavorecidos. A última vez que nos falamos foi, provavelmente, cerca de seis meses atrás.
— Sério...
Uau.
Isso era mais informação do que eu tinha conseguido em anos.
Saber que ele estava bem me fez feliz e triste ao mesmo tempo – triste só porque eu não conheci mais ele e nunca tinha conhecido o homem que ele se tornou.
Limpei a garganta.
— Então, você não sabe se ele vai vir?
— Não. Ele não quis dizer, — disse Clara. — Eu acho que ele estava em choque. Eu dei-lhe todos os detalhes para que ele ficasse a par de tudo.
Meu coração se apertou em agonia com o pensamento do que poderia estar passando pela mente de Joe onde quer que ele estivesse naquele momento.
O cheiro de lírios me deixou doente. Todo mundo parecia estar mandando o tipo Stargazer, que é o mais fedido. Eu me ofereci para cuidar de um monte de arranjos que tinham sido enviados pela Funerária de Thomas para nossa casa.
O serviço começaria as quatro, mas antes disso, nós deveríamos passar na casa de Liam e Clara novamente para um almoço leve.
Minha mãe me acompanhou enquanto nós colocávamos as flores nos cantos da sala em torno do local onde o caixão ficaria. Nós também deixamos fotos de Eddie e de nós ao longo dos anos. Fiquei triste que não havia uma foto de Eddie e Joe.
A funerária cheirava como uma mistura de mofo de madeira e purificadores de ar. Eu não estava ansiosa para voltar mais tarde e ter que ver o corpo de Eddie ou a reação da minha mãe.
Na viagem de volta para Liam e Clara, eu segurei a mão da minha mãe. Ela estava melhor do que eu esperava, embora eu tivesse bastante certeza de que ela tinha tomado alguns tranquilizantes para aguentar.
Quando chegamos na casa, eu estava aliviada que não havia carros que eu não reconhecesse na frente. Isso significava que seríamos apenas nós quatro para o almoço.
Meu alívio se transformou em pânico quase imediatamente quando entrei na casa e vi uma mala preta fora do armário no hall de entrada.
Clara abraçou minha mãe enquanto eu olhei em volta ansiosamente.
Muito nervosa para fazer a pergunta que eu queria, fiquei em silêncio enquanto meu peito apertava. Então, finalmente, eu expirei fundo e perguntei.
— De quem é a mala?
— Joe está aqui, Demi. Ele está lá em cima.
Meu coração começou a bater furiosamente, e eu senti que não conseguia respirar. De repente eu precisava de ar.
— Desculpe-me, — eu disse, saindo pela porta dos fundos para o quintal.
Despreparada para encará-lo, olhei para além das tulipas vermelhas no jardim de flores. Uma parte de mim realmente não achava que ele estaria aqui por causa de sua relação volátil com Eddie, embora o medo que eu estava carregando em torno dos últimos dias foi a prova de que uma outra parte de mim estava se preparando para isso.
Eu não sabia o que eu ia dizer a ele.
O ar fresco da primavera soprou meu cabelo, e eu olhei para o céu como se quisesse evitar que o universo deixasse cair essa bomba em cima de mim. Talvez ele tenha me dado uma resposta, porque um trovão ressoou ao longe.
Chame de intuição ou instinto, mas algo me fez virar e olhar para as portas francesas na varanda do segundo andar que dava para o jardim, onde eu estava.
Por trás do vidro, eu o vi.
Joe.
Ele ficou olhando para mim com uma toalha branca enrolada na cintura. Eu sempre imaginei como ele se pareceria depois de sete anos, mas até mesmo nos meus sonhos mais selvagens eu não poderia imaginar com o que eu realmente me deparei.
Seu cabelo preto desarrumado agora tinha sido substituído por ondas sensuais alongadas que enrolavam em torno de suas orelhas. Ele estava usando óculos.
Ele parecia ainda mais sexy com óculos.
Mesmo daqui, eu podia ver o cinza de seus olhos penetrantes através deles.
Seu corpo era maior, ainda mais construído do que antes.
Ele ergueu um cigarro à boca e mesmo em meio ao choque de vê-lo, a decepção apareceu por ele estar fumando novamente.
Joe soprou a fumaça enquanto seus olhos continuaram fixos nos meus. Ele não estava sorrindo. Ele apenas me olhou atentamente. Seu olhar poderoso sozinho já tinha colocado todos os meus sentidos em alerta máximo, tirando meu corpo de sintonia.
Minha cabeça latejava, meus olhos estavam cheios de lágrimas, os meus ouvidos estavam batendo, minha boca estava molhada, meus mamilos estavam duros, minhas mãos tremiam, meus joelhos também e meu coração... Eu não poderia descrever o que estava acontecendo dentro do meu peito.
Antes que eu pudesse processar qualquer coisa, uma mulher com cabelo loiro veio por trás dele e colocou os braços ao redor de sua cintura.

*****

Essa segunda parte já chegou destruindo, né?
O que acharam da inesperada morte do Eddie e da volta dos "meio-irmãos?"
E essa mulher com o Joe? :(
Ai, eu começo a lembrar e já da vontade chorar de novo.
Se cuidem, meus anjos.
Beijos, love u

7.1.15

Capítulo Onze




O fato de como eu me sentia vazia quando ele só tinha se levantado para ir ao banheiro não era um bom sinal sobre como me sentiria amanhã. A sua saída estava apenas a algumas horas de distância, e eu já estava desejando o retorno de seu cheiro e seu toque nos dois minutos que ele tinha ido embora.
Foi conveniente ter um pequeno banheiro no meu quarto, pois ele poderia ter acordado Eddie e minha mãe se ele tivesse que ir para o corredor. Ele voltou com uma pequena toalha molhada e deitou-se ao meu lado.
— Abra suas pernas. — Ele colocou entre elas e segurou lá. —
Isso melhora?
— Sim, melhora. Obrigada.
Eu realmente não estava com tanta dor, mas o calor do pano era calmante.
— Dói?
— Não. Realmente não é de todo mau. Eu ficaria bem de tentar novamente.
— Vamos. Eu quero que você descanse um pouco antes.
O quarto estava escuro, exceto pela luz vinda do banheiro.
Durante a hora seguinte, ele levantou-se algumas vezes para substituir o pano por um mais quente. Ele tinha acabado de deitar ao meu lado, segurando-o entre as minhas pernas. Nós dois estávamos ainda completamente nus, e me surpreendeu que eu já não me envergonhasse, porque ele me fazia sentir completamente confortável em minha própria pele. Eu quase desejei que ele não fosse tão carinhoso e doce comigo.
Conversamos muito nessa hora: sobre sua escrita, sobre o meu desejo de me tornar uma professora, sobre os nossos planos para o próximo ano. Ele iria atender a um colégio da comunidade perto de sua casa em Sunnyvale. Ele viveria em casa para manter um olho em Denise e planejava conseguir um emprego perto dali.
Joe podia falar sobre qualquer coisa abertamente, exceto o tema de sua história com Eddie. Isso estava fora dos limites na única vez que tentei trazê-lo.
Os números digitais vermelhos do despertador me provocavam.
Agora eram três horas. Meu coração estava começando a palpitar, e eu me senti quase em pânico. Não havia muito tempo. Ele deve ter lido minha mente, porque de repente ele me virou de costas para que ele ficasse debruçado sobre mim.
— Não vá lá, — disse ele sobre os meus lábios.
— Onde?
— Onde quer que a sua mente esteja agora.
— É difícil não fazer isso.
— Eu sei. O que posso fazer para torná-lo melhor?
— Faça-me esquecer.
Ele olhou para mim longamente antes de eu sentir sua mão envolver suavemente ao redor do meu pescoço.
Essa parecia ser a sua coisa. Eu adorei.
— Eu sei que você disse isso antes. Mas você realmente quer que eu te mostre como eu faço isso?
— Sim.
— Você não quer que eu me segure de forma alguma?
— Não pegue leve comigo dessa vez, Joe. Por favor.
Ele olhou para mim pelo que pareceu um minuto e então disse, —
Vire-se.
Só com o comando por si só senti a umidade se construir entre minhas pernas.
Ele me deu arrepios quando senti sua mão forte deslizar para baixo do comprimento das minhas costas. Então, com ambas as mãos, ele apertou com firmeza os lados da minha bunda antes de abaixar sua boca e morde-la suavemente... E então de novo e de novo.
Ele sussurrou contra a minha pele.
— Eu amo a sua bunda. — Suas palavras fizeram meus músculos se apertarem em antecipação.
Deixei escapar um suspiro profundo quando sua boca quente pousou entre as minhas pernas por trás de mim. A sensação de sua ida para mim a partir desse ângulo era quase demais para suportar. Eu estava pulsando enquanto ele lambia e chupava mais duro como se eu fosse a sua última refeição. Os sons que ele estava fazendo estavam me deixando louca.
— Deus, você tem um gosto tão bom. Eu poderia fazer isso à noite toda, — ele gemeu em mim.
Eu gritei bem alto em um ponto, e ele agarrou meu cabelo para trazer o meu rosto próximo do seu.
— Shh. Você vai nos colocar em problemas, — ele disse antes de deslizar a língua na minha boca e me beijar com o gosto da minha própria excitação.
Seu beijo então se mudou para o comprimento das minhas costas, e de repente ele parou. — Foda-se, eu não aguento mais.
Precisamos ir para o chão, porque esta cama vai fazer muito barulho.
Eu joguei algumas almofadas para baixo, sem demora, e desci, me apoiando em minhas mãos e joelhos.
Ele ficou em silêncio. Quando eu virei minha cabeça, seus olhos estavam fixos em mim enquanto ele acariciava seu pênis inchado.
— Você de quatro assim... Nada nunca me excitou mais em toda a minha vida.
Vê-lo dar prazer a si mesmo enquanto olhava para mim tinha sido o meu maior motivo de excitação.
Quando eu virei, eu ouvi o rasgo do pacote de preservativo e olhei para trás uma última vez para vê-lo colocá-lo.
— Relaxe, — disse ele enquanto deslizava uma mão nas minhas costas e a envolvia em torno da base do meu pescoço. Eu aprendi a amar a sensação erótica da sua assinatura, um pequeno estrangulamento. Depois de uma queimação inicial, seu pênis entrou em mim com facilidade, e eu soube imediatamente que essa experiência ia ser diferente da primeira vez.
— Diga-me se em algum momento ficar demais.
Eu sabia que não importa o que eu sentisse, isso nunca iria acontecer.
Cada impulso foi mais intenso do que o último. Ele soltava uma respiração profunda com cada estocada enquanto continuava a agarrar meu pescoço. Ele estava completamente em uma zona, tendo finalmente deixado ir toda apreensão.
Este era Joe me fodendo.
Eu queria continuar, para ver aonde ele iria.
— Vem, me fode mais forte.
Isso fez com que ele agarrasse meus quadris enquanto batia em mim mais rápido. Parecia impossível não gritar, porque isso era tão bom. De uma forma estranha, tendo que deixar de fazer qualquer ruído, engarrafando o prazer dentro de mim, isso o intensificou. Eu comecei a corresponder ao ritmo de seus movimentos com meu corpo, e isso parecia deixá-lo no limite.
— Toque-se, Demi.
Eu massageava meu clitóris inchado enquanto ele abrandou para incentivar meu clímax. Eu podia senti-lo ainda mais fundo dentro de mim agora. Ele gentilmente empurrou meu tronco para baixo para que minha bunda fosse levantada mais alta no ar. A penetração nesse ângulo era tão intensa, tão profunda que eu podia me sentir a beira do orgasmo.
— Você sente isso? — Ele sussurrou.
— Sim. Sim. É incrível assim.
— Eu nunca estive tão fundo em ninguém antes. Nunca foi assim para mim, — ele arquejou. — Nunca.
— Oh Deus... Joe...
— Eu quero que você goze primeiro, e depois eu quero gozar em toda as suas costas.
Ao ouvi-lo dizer isso, me quebrou. Minha boca estava pressionada contra o tapete para mascarar o som enquanto meu orgasmo pulsava através de mim.
Quando ele percebeu que eu estava gozando, ele penetrou em mim mais rápido. Ele puxou e arrancou a camisinha então eu senti o jato de líquido quente por toda as minhas costas. Isso não era algo que eu originalmente tinha pensado que ia gostar... Mas eu adorei.
— Eu já volto, — disse ele, correndo para o banheiro para pegar uma toalha. Depois que ele me limpou, ele me levantou do chão e me colocou sobre a cama.
Os números digitais vermelhos no relógio continuaram a me deixar extremamente nervosa. Agora eram quatro da manhã. Estávamos ali frente a frente, nossos lábios a poucos centímetros de distância.
Ele roçou o polegar ao longo do meu rosto.
— Você está bem?
— Sim. — Eu sorri. — Foi uma loucura.
— Isso é o que acontece quando você me pede para não me segurar. Foi demais para você?
— Não. Era o que eu esperava.
— Você esperava aquele... Grande final?
— Não... Hmm... Aquilo foi definitivamente uma surpresa. — Eu ri.
— Eu nunca tinha feito isso antes. Eu queria tentar algo novo, também.
— Sério?
— Eu gostaria que tivéssemos mais tempo. Eu quero fazer tudo com você.
— Eu também.
Eu desejava que tivéssemos um para sempre.
Exaustão de nossas atividades teve o melhor de mim, porque eu não me lembro de ter adormecido.
Eram cinco da manhã, e o sol estava começando a subir quando eu acordei com Joe deitado em cima de mim, levemente beijando meu pescoço. Ele estava totalmente duro e tinha uma camisinha. Sua respiração estava irregular, enquanto ele continuava a beijar meu pescoço e chupar meus seios.
Já molhada e pronta para ele, eu tinha acordado ainda mais excitada do que eu tinha estado a noite toda.
Ele beijou até a minha barriga e voltou, e em seguida eu o senti se empurrando dentro de mim. Suas estocadas eram lentas, mas intensas.
Seus olhos estavam fechados, e ele parecia triste. Um influxo de emoções tomou conta de mim de repente, com a realidade do que tinha acontecido na noite passada e que estava prestes a acontecer hoje.
O relógio estava me insultando novamente. Nós estávamos correndo contra o tempo.
Meu coração parecia que ia quebrar um pouco mais a cada vez que ele entrava em mim. Ele começou a me beijar, e sua boca nunca deixou a minha enquanto ele continuava a empurrar mais profundo em mim em movimentos lentos e controlados. Desta vez, me senti diferente que das outras duas. Parecia que ele estava tentando me dizer com o seu corpo o que ele não podia com suas palavras.
Parecia que ele estava fazendo amor comigo.
Se houvesse alguma dúvida sobre isso, foi apagada no minuto em que ele parou de me beijar e colocou seu rosto perto do meu, com os olhos abertos enquanto ele me penetrava lentamente. Ele não parou de olhar nos meus olhos depois disso. Era como se ele não quisesse perder um momento porque ele sabia que era o último. Desta vez, não estava mostrando-me nada. Ele estava pegando algo que ele queria manter para si mesmo.
O reflexo da minha própria expressão em seus olhos cinzentos disse o meu lado da história. Eu definitivamente tinha mentido. Eu havia mentido para ele e para mim, dizendo que eu poderia lidar com isso. Tinha sido apenas algumas horas, mas parecia que uma vida inteira de apego tinha sido construída neste ambiente durante a noite, e ela estava prestes a ser rasgada.
Seu corpo estremeceu quando seu orgasmo de repente balançou através dele. Seus olhos nunca deixaram os meus quando ele abriu a boca em um grito silencioso. Meus músculos se apertaram no clímax enquanto eu o assistia. Ele continuou bombeando dentro de mim lentamente, até que não havia mais nada de seu orgasmo.
Sua voz era rouca.
— Eu sinto muito, — ele sussurrou.
— Está tudo bem, — eu disse, sem nem mesmo saber exatamente ao que ele estava se referindo. Era por gozar antes que eu tivesse? Foi pelo seu abandono programado? Foi por que ele viu o olhar nos meus olhos e sabia o que eu estava realmente sentindo? De qualquer maneira, isso não muda o fato de que ele estava indo embora.
Joe ficou com a cabeça no meu peito até que sua respiração se acalmou.
Quando ele voltou depois de tirar o preservativo, eu programei o relógio para despertar às sete. Ele inclinou o rosto contra meu peito, fechou os olhos e me segurou pela última vez, até que adormeceu.
Quando o despertador tocou, eu pulei para descobrir que a cama estava vazia. Meu coração começou a correr.
Ele tinha ido embora sem dizer adeus.
O sol já estava derramado pela minha janela, acrescentando ao despertar rude. Eu enterrei minha cabeça em minhas mãos e chorei.
Isso foi minha culpa. Eu sabia que isso ia acontecer e tinha deixado.
Meus ombros tremiam enquanto lágrimas atravessavam as ranhuras separando os dedos. A dor entre as minhas pernas, que não foi perceptível ontem à noite no meio da minha névoa induzida pelo sexo, era agora de repente proeminente.
Meu corpo estremeceu quando senti uma mão nas minhas costas.
Virei para encontrar Joe em pé acima de mim, seus olhos escuros e vazios. — Você prometeu que poderia lidar com isso, Demi. — Ele repetiu quase inaudível. — Você prometeu, porra.
Minha boca tremia.
— Eu pensei que você tinha ido embora sem dizer adeus.
— Eu voltei para o meu quarto, para que Eddie e Dianna não me pegassem aqui quando eles se levantassem. Ambos já saíram. Eu acabei de terminar de arrumar as minhas coisas.
Eu fungava e me levantei.
— Oh.
— Eu não faria isso com você... Ir embora sem dizer adeus... Especialmente depois do que aconteceu entre nós.
Limpei meus olhos.
— Qual é a diferença? Isso não altera o resultado.
— Não, isso não altera. Eu não sei o que dizer, exceto que a noite passada... Isso significou alguma coisa para mim. Eu quero que você saiba disso. Eu nunca vou esquecer o que você me deu. Eu nunca vou me esquecer de nada disso. Mas você sabia que ia acabar.
— Eu não sabia que ia me sentir assim.
Suas mãos estavam nos bolsos, e ele olhou para o chão, em seguida para mim.
— Foda-se. Nem eu sabia. — Quando ele se inclinou para me abraçar, me afastei.
— Não... Por favor. Eu não quero que você me toque. Isso só vai deixar tudo pior.
Eu não conseguia nem falar com mais lágrimas caindo. Eu balancei a cabeça em descrença sobre o quanto eu tinha perdido a compostura.
Limpei a garganta.
— Que horas você tem que ir embora?
— Um táxi está chegando a qualquer minuto. Vai demorar pelo menos uma hora para chegar ao aeroporto com o trânsito.
Uma lágrima fresca caiu pela minha bochecha.
— Droga, — eu disse, afastando-a.
— Eu já volto, — disse ele.
Ele saiu para levar sua bagagem para o andar de baixo. No momento em que ele voltou para onde eu estava de pé no mesmo lugar no meu quarto, um de carro buzinou lá fora.
— Merda. Espera, — disse ele, correndo de volta para a sala.
Olhei pela janela e eventualmente vi Joe colocando as malas na parte de trás. Quando a traseira se fechou, eu poderia jurar que senti a batida no meu coração.
Joe disse algo para o motorista e voltou lá pra cima. Eu ainda estava olhando pela janela sem expressão quando seus passos surgiram atrás de mim.
— Eu disse a ele para esperar. Eu não vou sair até que você olhe para mim.
Eu me virei. Ele deve ter visto o desespero escrito no meu rosto. Seus olhos pareciam aguados.
— Porra. Eu não quero deixá-la assim.
— Está tudo bem. Não vai ficar mais fácil no minuto seguinte.
Você vai perder o seu vôo. Vai.
Ignorando o meu pedido anterior de não me tocar, ele segurou meu rosto e olhou profundamente em meus olhos.
— Eu sei que é difícil para você entender. Eu não contei pra você sobre a minha relação com Eddie. Sem você ter conhecimento de tudo e sem saber como a minha mãe realmente é, isso não vai fazer sentido. Só saiba que se eu pudesse ficar com você, eu ficaria. — Ele me deu um beijo casto nos lábios e continuou. — Eu sei que, apesar do meu aviso, você me deu um pedaço de seu coração de qualquer maneira na noite passada. E mesmo que eu tenha tentado impedir, te dei um pedaço do meu. Eu sei que você podia sentir isso acontecendo esta manhã. Eu quero que você mantenha-o escondido com você. E quando você um dia decidir dar o resto de você para outro cara, por favor, tenha certeza que é alguém que merece você.
Joe me deu um último beijo desesperado. Meus olhos estavam ardendo. Quando ele me empurrou para trás, agarrei sua jaqueta, tentada a nunca deixá-lo ir. Ele esperou até que minhas mãos deixassem ele se virar e foi embora.
Desse jeito, ele saiu a minha vida tão rápido quanto ele entrou.
Eu estava na janela e desejei que eu não estivesse quando ele olhou para cima para mim uma última vez antes de entrar no táxi com o pedaço do meu coração que ele sabia que tinha levado com ele.
Enquanto o resto do meu coração que ficou para trás era quebrado.
Mais tarde naquela noite, meu telefone apitou. Era um texto de
Joe com um link.

Joe: No avião, eu descobri que se você embaralhar as letras de Demi, você tem GRANDE. Demi = grande17. Você é incrível, realmente.
Nunca se esqueça disso. Essa música vai sempre me fazer lembrar de você.

Levei algumas horas antes que eu tivesse a coragem de clicar no link. O nome da música era All I Wanted18 por Paramore. Era sobre querer alguém que não podia ter e querer reviver o curto tempo que passaram juntos desde o início.
Eu repassei a canção muitas e muitas vezes em um ciclo de tortura que incluía inalar seu cheiro que permaneceu em sua camisa que eu ainda estava usando e em meus lençóis.
Joe só contatou-me uma vez ao longo dos próximos sete anos.
Em uma noite aleatória quase um ano depois que ele deixou Boston, eu tinha saído com Miley. Eu estava pensando sobre ele, quando uma mensagem chegou e me balançou desde o meu núcleo.

Joe: Eu ainda sonho com o seu pescoço. Eu ainda penso em você todos os dias. Por alguma razão, eu só precisava que você soubesse disso hoje à noite. Por favor, não escreva de volta.

Eu não respondi.
Apesar das lágrimas que caíam tão facilmente ao ler isso, eu não fiz. Ele não entrou em contato comigo por tanto tempo que eu achei que talvez ele estivesse apenas bêbado. Mesmo que ele não estivesse, não teria mudado nada. Eu entendi isso agora. Na verdade, eu me tornei uma especialista em enterrar todos os meus sentimentos por Joe. Ele estar tão distante tornou isso possível. Uma porção de vezes eu me decepcionei por ceder à curiosidade e verificar on-line, ele não estava nem mesmo em alguma rede social.
Eddie também havia parado de ir para a Califórnia agora que Joe era adulto.
Mesmo depois de vários anos, meu coração ainda doía quando eu me permitia pensar sobre a nossa única noite juntos. Então, eu fiz o meu melhor para não ir lá – o que os olhos não vêem, o coração não sente, certo? Esse lema é apenas temporário – até que você é forçado a ficar cara a cara com o que você está fugindo. É quando as paredes mentais que você construiu para se esconder atrás desabam em um duro golpe.


-


17 Em inglês great é grande, mas significa algo no sentido de ótimo, maravilhoso, muito bom.
18 Para quem quiser ouvir: All I Wanted.

*****

Ele a abandonou :'(
O que acharam, meus amores?
Comentem, por favor, ok?
O próximo capítulo já é a segunda parte da fic, na qual passaram-se 7 anos..
Avisando que eu chorei em um cap da parte II. Então aguardem, naznasj
Respostas aqui.
Beijos, amo vcs

5.1.15

Capítulo Dez




Destruída, não poderia começar a descrever o que senti em ter que voltar para o meu quarto, sabendo que ele me queria da mesma forma que eu o queria, mas que nunca teríamos a menor chance. Aqui já parecia vazio, e ele ainda nem tinha ido.
Incomodava-me que ele teria que voltar para casa e para aquela situação com a mãe dele. Não que suas interações com Eddie tivessem sido nada menos do que horríveis, mas pelo menos aqui eu poderia estar lá para apoiá-lo. Ele realmente não tinha ganhado na loteria no departamento pais que se importam.
Ele só tinha começado a se abrir para mim. Eu sabia que se ele ficasse nós teríamos crescido mais juntos. Eu tentei me convencer de que isso era o melhor, porque ele estava indo embora no verão de qualquer maneira. Mas, apesar de minha conversa comigo mesma, a dor em meu peito continuava não indo embora.
Não pude deixar de invejar todas essas meninas na escola que tiveram a oportunidade de experimentar estar com ele em um nível físico. Mesmo imaginando que eu me conectei com ele de uma forma diferente e melhor, ainda havia um profundo desejo do que eu tinha perdido.
Minha mãe entrou brevemente para me ver e perguntou se eu tinha ouvido a notícia sobre Joe indo embora.
— Vocês dois pareciam estar se dando melhor. É uma pena que ele queira voltar agora que a mãe está em casa. Ele poderia ter certamente ficado até o ano escolar terminar.
Já que minha mãe não sabia sobre o verdadeiro motivo de Denise estar de volta, eu somente balancei a cabeça enquanto ela falava. Eu tentei ao máximo disfarçar as lágrimas que até então vinham caindo bastante. Ela deu-me um beijo de boa noite, e eu fiquei abraçando o boneco de pelúcia do Snoopy que tinha sido o meu braço direito desde que eu tinha três anos.
Era assim que a minha noite deveria terminar.
Foi apenas uma leve batida na porta do meu quarto. Pensando bem, uma “leve” batida pesada parecia mais apropriado para o que aconteceu depois que eu abri.
Seu peito subia e descia com a respiração pesada.
— Você está bem? — Perguntei.
Por alguns segundos, Joe estava olhando para mim como se ele não soubesse como tinha chegado a minha porta.
— Não.
— O que está errado?
Seus olhos tinham uma fome frenética neles.
— Foda-se amanhã.
Antes que eu pudesse processar, suas mãos quentes seguraram meu rosto e trouxeram minha boca para a dele. Um gemido do fundo da sua garganta vibrou na minha, e eu peguei ele com uma profunda inspiração de ar. Seu peito pressionado contra os meus seios enquanto ele me empurrava de volta para o quarto. A porta se fechou atrás dele.
O que estava acontecendo?
Sua boca era quente e úmida enquanto ele devorava a minha, sua língua circulando o interior quase desesperadamente. Isso era muito mais intenso do que as duas últimas vezes que tínhamos nos beijado, e eu percebi que era isso que acontecia quando Joe não se segurava.
Este era diferente e um prelúdio para algo mais.
Ele parou de me beijar por um momento, e suas mãos deslizaram do meu rosto para baixo pelo meu pescoço. Ele enrolou meu cabelo, e puxou minha cabeça para trás. Ele chupou na base antes de beijar todo o caminho de volta para cima e suspirar em minha boca.
Minha língua foi de um lado a outro sobre o seu lábio, e ele respondeu mordendo suavemente meu lábio inferior enquanto gemia por entre os dentes.
Eu queria mais.
Eu estava pronta.
Não havia dúvida em minha mente; Eu estava deixando-o ir até o fim.
Quando ele parou para olhar para mim, eu aproveitei a oportunidade para perguntar o que eu tinha que saber.
— O que aconteceu?
Ele pegou minha mão e me levou até a cama, onde ele se sentou e levantou meu corpo para que eu estivesse sobre ele. O calor de sua ereção pressionada contra o meu clitóris latejante. Ele colocou a cabeça no meio do meu peito e falou contra a minha camisa, fazendo com que meus seios formigassem.
— Você quer saber o que aconteceu comigo? — Ele sussurrou com voz rouca. — Eu finalmente abri essa carta que você escreveu depois de ler o meu livro. Foi o que aconteceu. Ninguém nunca disse essas coisas para mim antes, Demi. Eu não mereço isso.
Corri meus dedos pelo seu cabelo, que parecia seda.
— Você merece isso. Eu quis dizer cada palavra.
Ele olhou nos meus olhos.
— As palavras naquela carta... Eu vou levá-las comigo para sempre. Eu nunca poderia te pagar de volta o que você acabou de me dar. Então eu pensei em como eu não pude te dar a única coisa que você me pediu. Isso me deixou mais irritado enquanto eu estava fazendo as malas. Eu decidi que eu também prefiro ter essa noite a nada. É completamente egoísta, mas eu quero ser a sua primeira vez. Eu quero ser o primeiro a mostrar-lhe tudo e ser aquele que você sempre vai se lembrar para o resto da sua vida. Mas só se você quis dizer isso quando falou que era o que você queria.
— Eu quero isso mais do que qualquer coisa. — Eu o puxei mais apertado para o meu peito.
Ele resistiu, olhando nos meus olhos novamente. Sua expressão era séria. — Olhe para mim, Demi. Porque eu preciso ter certeza de que você está realmente bem com o fato de que isso pode acabar amanhã. Você nunca poderia dizer a ninguém. Vou te dar tudo e nada que você quer hoje à noite, desde que você realmente entenda isso. Você precisa me prometer que você pode lidar com isso.
— Eu posso lidar com isso. Eu já te disse que eu queria que a minha primeira vez fosse com você, mesmo que seja a única vez. Eu não quero que você se segure. Eu quero que você me mostre tudo. Quero experimentar as mesmas coisas que todas aquelas outras meninas tiveram. Eu não quero que você me trate de forma diferente.
— Eu não vou te dar exatamente a mesma coisa... Mas eu posso te dar mais. Ok? Posso te dar algo melhor. Pode ser uma noite, mas eu vou fazer valer cada segundo.
Isso realmente estava acontecendo.
Quando os meus nervos de repente tomaram o melhor de mim, Joe percebeu e colocou as mãos sobre meus ombros.
— Você está tremendo. Talvez não seja uma boa idéia.
— Eu não posso evitar isso. Eu vou estar nervosa, mas em um bom sentido.
Eu ainda estava sentada em cima dele quando ele olhou para mim, um último momento de hesitação. Estendi a mão para o seu rosto e beijei-o profundamente em uma tentativa de provar que eu estava tão pronta quanto eu disse que estava. Olhei-o nos olhos uma última vez e disse, — Eu quero isso.
Ele procurou meus olhos por alguns segundos, em seguida, levantou-me de cima dele e se levantou. Esfregando as pontas dos dedos ao longo do meu pescoço, ele moveu lentamente em um movimento de arranhar então envolveu sua mão ao redor do meio como se... Ele fosse me sufocar. Mas não era nada disso. Ele apenas segurou meu pescoço, esfregando-o suavemente com o polegar. Eu me senti molhar apenas pelo jeito que ele estava olhando para mim, como se não houvesse mais nada no mundo que ele quisesse mais do que me ter.
— Eu amo o seu pescoço. Foi a primeira coisa que eu quis beijar. É tão longo e delicado.
Fechei os olhos e inclinei a cabeça para trás. Ele ainda não estava me beijando, apenas levemente apertando meu pescoço.
Finalmente, ele moveu as mãos para baixo e lentamente tirou a minha blusa. Seus olhos estavam vidrados enquanto olhava para os meus seios.
Em um estúpido momento de insegurança eu disse:
— Eles são pequenos.
Ele beijou minha bochecha, em seguida falou perto do meu ouvido.
— Ótimo. Eles se encaixam perfeitamente dentro da minha boca.
Suas mãos, em seguida, agarraram meus lados e abaixaram-se para retirar meus shorts. — Merda, — ele murmurou e olhou para mim com um sorriso travesso quando percebeu que eu não estava usando calcinha. Chutei meus shorts e fiquei na frente dele, sentindo-me vulnerável.
Ele apenas continuou a olhar para mim por alguns segundos, e estava me deixando louca que ele continuasse mantendo um pouco de distância.
Enquanto seu olhar viajou da minha cabeça aos pés, de alguma maneira, com cada movimento de seus olhos parecia que ele estava me tocando.
Ele deu um passo para frente e falou baixinho sob a minha orelha. — Existe alguma coisa em particular que você gostaria que eu fizesse ou mostrasse primeiro?
Meu corpo ainda estava tremendo em antecipação.
Tudo.
— Quais são as minhas opções?
Ele coçou o queixo.
— Corda, corrente, algemas... Cinto.
— Hum...
Ele imediatamente pegou meu rosto em suas mãos.
— Oh, Deus. Você é tão linda. — Ele me beijou com firmeza nos lábios. — Houve uma pequena parte de você que se perguntou se eu estava falando sério. Foi uma piada.
— Eu imaginei. Eu só não tinha 100 por cento de certeza.
— Então... Nada em particular?
— Você pode começar por me tocar, talvez tirar a roupa, também.
— Você quer que eu tire a roupa, né?
— Não é assim que geralmente funciona?
Ele balançou a cabeça e mordeu meu nariz.
— Não.
— Não?
Você vai tirar a minha roupa. Mas não até que nós brinquemos um pouquinho.
— Brincar?
— Você não tem experiência. Eu não posso simplesmente ficar nu e começar a te comer. Você precisa estar pronta para mim. Vai doer a primeira vez, não importa o que eu faça, por isso precisamos ter certeza de que você esteja tão molhada quanto possível. Às vezes, menos é mais no início, porque quanto mais eu negar, mais você vai querer, mais preparada você estará.
Levando-me para a cama, ele se deitou de costas contra a cabeceira da cama e me puxou para uma posição sentada em cima dele.
Ele estava totalmente duro debaixo de mim.
— Você parece pronto, — eu brinquei.
— Eu estive pronto desde o dia em que entrei pela porta, dei uma olhada em você e percebi que estava fodido.
— Você sempre me quis assim?
Ele acenou com a cabeça.
— Eu fiz um bom trabalho escondendo isso por um tempo, não foi?
— Você poderia dizer isso.
Ele me empurrou para baixo sobre a ereção explodindo através de sua bermuda com estampa camuflada.
— É bastante óbvio agora, você não acha?
Eu estava latejando entre minhas pernas enquanto eu esfregava as mãos sobre a camiseta preta que se estendia contra seu torso.
— Sim.
Como o escurecimento de um cinema antes do início de um filme, a leveza de sua expressão desapareceu, indicando que as coisas estavam prestes a começar. Ele passou as mãos em volta do meu pescoço novamente. Ele deslizou para baixo e segurou meus seios, massageando-os lenta e firmemente enquanto eu me debatia sobre sua bermuda. Eu me apertei contra o seu pênis para satisfazer a excitação que estava se construindo em mim a cada movimento de suas mãos.
Ele manteve uma mão no meu peito e levantou a outra para o meu rosto, esfregando o polegar sobre a minha boca, em seguida, empurrando dois de seus dedos dentro.
— Chupe.
Sua pele tinha um gosto salgado. Eu apertei os músculos entre as minhas pernas, tão estimulada pelo olhar em seu rosto enquanto ele observava seus dedos entrando e saindo da minha boca.
Quando ele puxou-os para fora, esfregou a umidade da minha saliva sobre meu mamilo direito e lambeu a outra mão antes de esfregar os dedos sobre meu seio esquerdo.
— Eles são perfeitos. — Joe deslizou ambas as mãos pelo meu torso e envolveu-as em torno de mim, apertando a minha bunda. — Então, é isso. — Ele me deu um leve tapa e sorriu. — Eu quero fazer coisas para isso, — disse ele enquanto agarrava mais forte.
Eu queria que ele me beijasse firme ou colocasse a boca em mim de alguma forma enquanto ele me tocava, mas ele apenas continuou olhando para mim enquanto massageava minha bunda. Deslizando minhas mãos sob sua camiseta, eu continuava a me mover sobre seu pênis.
— Posso tirar isso?
— Tudo bem... Mas apenas a camiseta.
Levantei-a sobre a sua cabeça, fazendo com que seu cabelo despenteado ficasse ainda mais bagunçado. Fiquei maravilhada com os contornos do seu corpo, o peito bronzeado. Ele tinha um pequeno anel no mamilo esquerdo. Eu o tinha visto muitas vezes sem camisa antes, mas nunca de perto com a capacidade de tocá-lo.
Movi minhas mãos sobre as tatuagens em seus braços, a palavra Lucky à direita e o seu braço todo tatuado à esquerda, e para baixo, os trevos no seu estômago ondulado. Corri meus dedos mais para baixo ainda, pela trilha de pelos que levava até a sua bermuda. Ele apertou seu abdômen com o meu toque, e eu senti seu pau se contorcer debaixo de mim.
— Ponto sensível?
— Foi... Quando você tocou meu abdômen.
Abaixei-me e beijei o peito dele delicadamente, e esse gesto íntimo pareceu ter tido um efeito sobre ele. Quando me afastei, ele me pegou de surpresa quando me empurrou de volta para baixo sobre ele e me segurou lá por um tempo. Meu peito nu estava colado contra o seu coração que batia descontroladamente rápido.
— Por que o seu coração está acelerado? — Eu perguntei.
— Você não é a única que está tentando algo novo.
— O que você está falando?
— Eu nunca fui o primeiro de ninguém antes.
— Sério?
— É... Sério.
— Você está nervoso?
— Eu só não quero te machucar. — A maneira como ele olhou para mim quando ele disse isso me fez perceber que ele não estava realmente falando sobre a dor física. Ele não queria que eu ficasse ligada a ele.
Meu peito se apertou, e eu tinha certeza que era mentira quando eu disse:
— Você não vai.
Você vai, mas eu quero você de qualquer maneira.
— Eu quero apenas te foder duro, mas eu estou me segurando porque eu tenho medo do que isso vai fazer com você em várias maneiras.
— Joe, você me perguntou o que eu queria. O que eu quero é que você não se segure. Nós só temos hoje. Por favor... Não se detenha.
Pela primeira vez desde que ele entrou no meu quarto, ele me beijou com a mesma fome fervorosa que eu queria, me atacando com a língua e gemendo em minha boca. Ele me virou de costas e se ajoelhou em cima de mim, me prendendo com seus braços. Seu cabelo despenteado caía sobre seus belos olhos cinzentos enquanto ele olhava para mim e mais uma vez enfiava dois de seus dedos na minha boca.
Percebi que para ele ficar confortável e esquecer a sua apreensão, eu precisava intensificar.
Eu segurei sua mão e chupei os seus dedos com firmeza, levando-os profundamente na minha garganta. Seus olhos estavam semicerrados enquanto ele observava atentamente eu fazer isso, ele lambeu os lábios. Então, ele estendeu a mão e abriu minhas pernas.
— Linda, — ele sussurrou enquanto colocava o dedo dentro de mim. — Deus, você está tão molhada. — Ele tirou de mim e substituiu-o por dois dedos da próxima vez, empurrando-os para dentro de mim lentamente, tão profundo quanto eles iam. Engoli em seco.
— Está bom?
— Sim.
Ele começou a mover seus dedos dentro e fora de mim mais forte e mais rápido. Eu podia até ouvir o quanto eu estava molhada.
Apertando meus seios juntos, dobrei a cabeça para trás e meu corpo pulou. Eu comecei a perder o controle, movendo os quadris para encontrar a sua mão. Ele sabia disso quando tirou os dedos de dentro de mim de repente. — Não goze ainda, — disse ele.
Ele me virou para que eu ficasse em cima dele novamente e me moveu para trás e para frente sobre seu pênis. Sua bermuda estava encharcada de mim. Em um determinado momento, eu poderia ter gozado se ele tivesse deixado.
Parecia que ele tinha a capacidade de perceber quando eu ia passar do ponto de ruptura. Ele me parou e recuou.
— Você está pronta agora?
— Sim. Eu já estou pronta.
— Eu quero que você se toque.
Eu estava ajoelhada em cima dele enquanto meus dedos esfregavam o meu clitóris. Meus joelhos começaram a tremer.
— O que você quer, Demi?
— Eu quero te ver nu.
— Então, faça o que quiser.
Eu abri o zíper da sua bermuda com a mão livre, e ele me ajudou a empurrá-la para baixo. Quando seu pênis surgiu de dentro da cueca, me chocou como seria quando ele estivesse dentro de mim.
Ele sorriu, sabendo muito bem a razão por trás da minha reação.
— Algo errado?
— Eu só...
Ele estava sufocando uma risada.
— Parece que você tem algumas perguntas.
— Não exatamente... Eu...
— Tire-as do caminho agora.
Eu dei o meu primeiro olhar de perto no piercing circular.
— Será que vai romper o preservativo?
— Isso nunca aconteceu. Eu uso um tipo resistente por essa razão... E extra grande por outra razão. — Ele piscou.
Eu ri nervosamente, não entendendo de verdade como ele ia caber em mim. — Isso dói?
— Levou um longo tempo para curar, mas agora, nem um pouco.
— Isso vai me machucar?
— Eu te diria que, na verdade, aumenta o prazer.
— Uau.
— Algo mais?
— Não. Tudo bem.
— Tem certeza? Agora é a sua chance de correr.
Inclinei-me e pressionei meus lábios nos dele, e nós dois rimos através do beijo.
Eu podia sentir o metal do piercing no seu pênis deslizando contra o meu estômago. Eu apertei os músculos entre as minhas pernas com uma nova necessidade de me satisfazer.
Ele me levantou acima dele e colocou minha mão em seu pênis.
— Toque-me, enquanto você se toca e ouça se eu lhe disser para parar.
Com uma mão no meu clitóris e outra sobre ele, eu fiz o que ele disse. Nada nunca me excitou mais do que ver o acúmulo de umidade na ponta do seu pau com cada movimento da minha mão, senti-lo quente e liso, ficando ainda maior do que antes. Eu adorava vê-lo me ver.
Ele estava respirando de forma incontrolável.
— Pare.
— Eu quero sentir você dentro de mim agora, — eu disse.
— Você irá. Há mais uma coisa que eu preciso fazer primeiro... Só para ter certeza que você está pronta.
— O quê?
Em vez de me responder, ele deslizou seu corpo para baixo de mim e me levantou. Eu ainda não tinha certeza exatamente do que ele estava fazendo, mas depois ficou muito claro quando ele posicionou seu rosto bem na minha virilha. Eu engasguei quando senti a sensação mais incrível da minha vida. Eu nunca poderia ter imaginado o quão bom seria sua boca quente pressionando contra mim. Sua língua roçou meu monte em golpes lentos, mas firmes. Quando ele gemeu, vibrou através do meu núcleo, e eu deixei escapar um som ininteligível.
— Ssh, — disse ele contra mim. — Temos que ficar quietos.
Parecia impossível.
— Você precisa parar, então.
— Eu não quero. Você tem um gosto muito bom, — disse ele, enquanto sua língua continuava o caminho em mim. Então ele a colocou dentro da minha abertura, enquanto pressionava a boca com mais força contra o meu clitóris.
Ai. Meu.
— Eu vou gozar se você não parar, Joe.
Ele chupou meu clitóris uma última vez e lentamente o liberou da pressão de sua boca. Eu estava pulsando entre minhas pernas, tremendo, e senti as lágrimas começarem a se formar em meus olhos.
Ele deslizou de debaixo de mim, pegou meu rosto em suas mãos e sorriu para mim.
— Agora... Você está pronta.
Ele enfiou a mão no bolso de sua bermuda que estava no chão e tirou um preservativo. Ele rasgou o pacote com os dentes, e ao olhar em seus olhos eu estava pronta em antecipação. Joe espalhou a borracha sobre seu pênis e cuidadosamente apertou a ponta.
Posicionando-me debaixo dele, ele me beijou profundamente enquanto esfregava seu pênis contra o meu sexo. Eu não agüentava mais e envolvi minha mão em torno dele, levando-o para a minha entrada.
— Devagar, — ele alertou. — Isso vai doer.
— Eu não me importo.
— Você vai. — Ele separou os meus joelhos à medida que avançava. — Segure-se em minhas costas e me aperte, me bata, me morda... Faça o que tem que fazer quando você estiver com dor, mas, por favor, não grite. Eles não podem saber que estamos aqui.
Mesmo tão molhada quanto eu estava, queimava como o inferno quando ele tentou entrar em mim a primeira vez. Eu cavei minhas unhas em suas costas para reduzir o desconforto. Eu mal respirava enquanto ele me esticava. Eventualmente, a dor se tornou suportável.
Eu nunca vou esquecer a maneira como me senti quando ele estava totalmente dentro de mim pela primeira vez ou o som que ele fez. Ele estava tão controlado até aquele momento, quando ele fechou os olhos e ofegou.
— Demi... Isso... Você... Porra.
Com cada movimento subsequente, a penetração passou de dolorosamente desconfortável para dolorosamente incrível. Ele ainda estava pegando leve, mas honestamente, a partir do olhar em seu rosto, eu não tinha certeza se ele continuaria assim.
Ele tirou lentamente, em seguida, empurrou de volta ainda mais lento.
— É mais difícil me controlar do que eu pensava. Você é tão apertada. Isto é tão bom; é indescritível. Eu preciso gozar, mas tem que ser com você.
Como se fosse um comando, os meus músculos começaram a se contrair. — Eu estou. Agora. Oh Deus. Joe! — Eu gritei o nome dele alto demais.
Ele colocou a mão sobre a minha boca.
— Shh... Oh, Deus. Demi... Porra... Demi, — ele sussurrou quando ele gozou, seu pau pulsando dentro de mim. Eu podia sentir o calor de sua liberação através do preservativo enquanto seu coração batia contra o meu.
— Essa foi a coisa mais incrível que eu já senti na minha vida, — eu disse.
— É. — Ele beijou meu nariz. — E eu ainda nem te fodi.

*****

FINALMENTE O HOT \OOOOO/
O que acharam do tão esperado hot? ajksbna
Lembrando que o Joe ainda nem a fodeu ashnaishn
Mas, a notícia triste, como vocês bem sabem, é que ele vai embora..
E a feliz, é que estamos quase na segunda parte da fic, que pra mim, é a melhor parte.
E se acalmem, isso não significa que já está acabando, porque a fic em si ainda não tá na metade.. Tem muito caroço nesse angu ajsauisj
Acompanhem a fic da Iza Nascimento - Love Of Neighbor.
Respostas aqui e aqui.
Beijos, se cuidem, amo vocês